O Município

Dados do município.

Dados do município/localização

Fundação: 26/12/1961
Emancipação Política: 26 DE DEZEMBRO
Gentílico: CACHOEIRENSE
Unidade Federatíva: PB
Mesorregião: SOUSA-CAJAZEIRAS
Microrregião: CAJAZEIRAS
Distância para a capital: 493 KM

Dados de características geográficas

Área: 193,22
População estimada: 9546
Densidade: 49,44
Altitude: 319
Clima: SEMIÁRIDO
Fuso Horário: Hora de Brasília (UTC-3)
HISTÓRIA

1. ORIGEM HISTÓRICA DE CACHOEIRA DOS ÍNDIOS

A origem histórica do município de Cachoeira dos Índios remete o início do século XX com o povoado de Catingueira, quando por volta do ano de 1905 ,chegou a primeira família para aqui fixar moradia, proveniente da cidade de Antenor Navarro, hoje, São João do Rio do Peixe – PB. Tratava-se da família Cândido, composta pelo senhor Manoel Cândido de Oliveira e sua esposa Maria Madalena do Amor Divino, conhecida por Maria Cândido, e seus três filhos. Na ocasião o senhor Manoel Cândido adquiriu uma propriedade com aproximadamente 1.200 tarefas, situada nas proximidades do Serrote do Coati.
A família Cândido iniciou a exploração da propriedade, enfrentando bravamente todas as dificuldades decorrentes do clima da região. Em pouco tempo, outras famílias foram chegando às imediações e em sítios vizinhos que faziam parte do município de Cajazeiras, tais como: Baixa Grande, Cipó, Lagoa do Mato, Redondo, entre outros.
Em livros de registro da Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima da cidade de Cajazeiras, encontra-se registrado as principais famílias que foram se instalando nas imediações do povoado nos primeiros anos do século XX, merecendo destaque para as seguintes famílias: Sousa, Pereira, Monteiro, Lima, Davi, Faustino, Paulino, Oliveira, Albuquerque, entre outras.
À medida que o povoado crescia, surgia a necessidade de dar nome ao lugar, ao qual escolheram a denominação de Catingueira, por existir uma vasta vegetação, típica do Semiárido nordestino.
O povo de Catingueira ficou marcado pelas características da hospitalidade e da alegria, assim, sempre enfrentou com destemor as dificuldades climáticas, como as secas que assolaram a região nos anos de 1915, 1932, 1942 e 1970.
Parafraseando Euclides da Cunha, os cachoeirenses são antes de tudo, fortes; pois, além das grandes secas, os mesmos enfrentaram com bravura entre os anos de 1926 e 1934 os temíveis bandos de cangaceiros, quando passaram pelo povoado por três vezes. Uma dessas passagens foi do bando de Sabino Gomes, quando tentou invadir a cidade de Cajazeiras, passando primeiro por Marimbas, Tambor, Redondo e Baixa Grande. No sítio Baixa Grande o bando matou dois agricultores – pai e filho – por nome de Raimundo Cassimiro e Chico Cassimiro. A notícia se espalhou deixando a população amedrontada. Após 6 horas de luta, os cangaceiros foram expulsos de Cajazeiras, fugindo pelo sul, mais precisamente na estrada de São José de Piranhas.
Com o passar dos anos o sítio Catingueira vai crescendo e se desenvolvendo, levando seus líderes políticos a iniciarem uma luta pela conquista da emancipação político-administrativa. Dentre essas lideranças, merece destaque a participação do senhor Antônio Cândido de Oliveira, um dos fundadores do lugar, conhecido como Capitão Cajazeiras. Então, o Governador do Estado da Paraíba, Pedro Moreno Gondim, bem como o Deputado Estadual Joacil Pereira de Brito, os quais, depois de muitos esforços, conseguem no dia 26 de dezembro de 1961, através do Decreto-Lei nº 2.688/61, elevar Catingueira à categoria de município, tendo seu território desmembrado do município de Cajazeiras e sua instalação oficial no dia 30 de dezembro de 1961.
Logo, faz-se necessário a escolha de um nome para o novo município, visto que, já existia no Estado uma cidade com o nome de Catingueira.
Na ocasião, um pesquisador entendido em topônimos (referente à origem do nome de um lugar), chamado Dr. Leon Clerot se propôs a desbravar o sertão paraibano, realizando pesquisas arqueológicas, estudando as características dos municípios mais jovens e, assim, propor nomes para esses novos municípios, condizentes com as características do lugar. Dr. Leon Clerot era arqueólogo, geógrafo, mineralogista, dentre outras especialidades, também foi fundador do Instituto Paraibano de Arqueologia e Antropologia da Paraíba, o qual, após sua morte, recebeu o seu nome.
Segundo as pesquisas arqueológicas do Dr. Clerot havia vestígios deixados por índios nessa região, provavelmente, no sítio Cachoeira da Vaca, como também foram encontradas pequenas corredeiras e quedas d'água, por essa razão, sugeriu que o novo município passasse a se chamar Cachoeira dos Índios, o mesmo, logo, foi bem aceito pela maioria da população local.
Essa presença de índios na região, provavelmente remonta o período da ocupação do sertão paraibano em fins do século XVII, onde vários estudiosos afirmam a presença de diversos grupos indígenas no interior da Paraíba. Alguns grupos eram nômades, portanto, podemos concluir que a origem do nome deste município é resultante de uma presença real, mesmo que por um curto período, de grupos indígenas, levando em consideração a seriedade das pesquisas do renomado Dr. Leon Clerot.

Profa. Maria de Fátima de Sousa
Licenciada em História (Universidade Federal da Paraíba)


GEOGRAFIA

1. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

Cachoeira dos Índios, localiza-se na Microrregião de Cajazeiras, no extremo Oeste do Estado da Paraíba, possuindo uma área territorial de 193,068 Km², distanciando por rodovias a 481,6 Km de João Pessoa (Capital do Estado) e a 17,3 Km da cidade de Cajazeiras – PB, principal polo regional do Alto Sertão. Possui latitude de 06º 55’37” S e longitude 38º 40’27” W. Gr., limitando –se ao Norte com o município de Bom Jesus- PB e o Estado do Ceará; ao Sul com o município de São José de Piranhas – PB, ao Leste com o município de Cajazeiras- PB e, a Oeste com o estado do Ceará.
Em termos climatológicos, o Município encontra-se inserido no denominado “Polígono das Secas”, apresentando clima semiárido (quente e seco), com baixos índices pluviométricos e temperaturas elevadas durante o dia. A vegetação é caracterizada pela Caatinga (termo originário do Tupi – Guarani, que significa Mata Branca).
Localizado na Depressão Sertaneja do Estado da Paraíba, com altitude média de 319 metros, apresenta topografia irregular de relevo suave e ondulado, destacando-se a Serra do Balanço, Serra da Areia, Serra do Amaro, Serra da Taboca, Serra São Joaquim e Serrote do Coati.
Inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Piranhas, nosso município é cortado pelo riacho São José que nasce no Sítio Garguelo, que fica próximo ao Distrito de São José de Marimbas. Os principais açudes estão localizados nas comunidades rurais de São Joaquim, Cachoeira da Vaca, Riacho do Meio, Redondo, Caiçara e Taboca.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), a população de Cachoeira dos Índios é de 9.546 habitantes, com densidade demográfica de 49,44 hab/Km², e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,587. A economia baseia-se na agricultura e pecuária de subsistência, além do comércio na sede do município.

Prof. Esp. Francisco Odair Dantas
Licenciado em Geografia (Universidade Federal da Paraíba) e Especialista em Psicopedagogia (Faculdades Integradas de Patos).



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Data de 1905, origem do atual município de Cachoeira dos Índios. Naquele ano vindo de Antenor Navarro, chegaram ao local Manoel Cândido e sua mulher, Maria Madalena Cândido, onde compraram uma propriedade junto a Serra Coatí. Logo depois outras famílias ali se estabeleceram. Dentre elas citam-se os Faustinos, Davi, Moreira, Guedes, Paulino, Teixeira, Leite, Garcia, Marques Feitosa, Ricarte, Pereira e Sousa. A povoação que começou a nascer, foi batizada com o nome de Catingueira.

Em 1920, foi erigida a primeira capela do lugar, cujo patrimônio foi doado pela viúva de Manoel Cândido. Depois de reformas e ampliações, tornou-se a Igreja Matriz do nosso tempo.

Entre os anos 1926 e 1934, Catingueira foi visitada por três vezes pelo bando de Lampião, vivendo amargos dias do cangaceirismo. Seus moradores bravamente, enfrentaram as secas de 1915, 1942 e a mais recente, a de 1970.

O desenvolvimento do novo povoado levou logo seus líderes a batalharem pela emancipação política, tendo a frente o Sr. Antônio Cândido de Oliveira, capitão reformado do exército, muito conhecido como Capitão Cajazeiras.

Gentílico: cachoeirense (dos Índios)

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Cachoeira dos Índios. Por ato anterior a 02-03-1938 e por efeito do decreto estadual nº 29, de 22-11-1939.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, é constituído o distrito de Cachoeira dos Índios, figura no município de Cajazeiras.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Cachoeira dos Índios, pela lei estadual, de 26-11-1961, desmembrado de Cajazeiras. Sede no antigo distrito de Cachoeira dos Índios. Constituído do distrito sede. Instalado em 30-12-1961.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Pela lei municipal nº 21, de 18-03-1964, é criado o distrito de Balanças e anexado ao município de Cachoeira dos Índios.

Pela lei municipal nº 22, de 18-03-1964, é criado o distrito de Fátima e anexado ao município de Cachoeira dos Índios.

Pela lei municipal nº 23, de 18-03-1964, é criado o distrito de São José de Marimbas e anexado ao município de Cachoeira dos Índios.

Sem informações até o momento

HOMENS QUE MARCARAM A HISTÓRIA POLÍTICA DE CACHOEIRA DOS ÍNDIOS


A história política de cachoeira dos Índios foi (e ainda é) construída pela garra e pelo trabalho de várias pessoas, que sempre lutaram pela melhoria da qualidade de vida de seus conterrâneos. Assim, da mesma forma que é importante o ato de votar, isto é, o de escolher nossos representantes, também, faz -se necessário analisarmos quem foram essas lideranças. De origem simples e fortemente enraizada nessa terra, eles entraram na vida política do município, apesar de suas diversas maneiras de pensar e agir, para desenvolverem ações que representassem uma mudança concreta na realidade do povo. Para tanto, esses cidadãos cachoeirenses, indubitavelmente, fazem parte de nossa história, diante do exposto, não poderíamos deixar de mencionar aqueles que administraram esse município e que contribuíram de forma significativa para o seu desenvolvimento.

PERÍODO ADMINISTRADOR

1962-1962 Joaquim André dos Santos
1962-1966 Epitácio Leite Rolim
1967-1969 Antonio Francisco de Sousa
1969-1972 Vicente Leite Rolim
1973-1976 Antonio Francisco de Sousa
1977-1982 José de Sousa Bandeira
1983-1988 Raimundo Fernandes Leite
1989-1992 José de Sousa Bandeira
1993-1996 Francisco de Sousa Leite
1997-2004 José de Sousa Bandeira
2004-2008 Francisco Dantas Ricarte
2009-2012 Arlindo Francisco de Sousa
2013-2016 Francisco Dantas Ricarte
2017-2020 Alan Seixas de Sousa
2021 José de Sousa Batista
2022-2023 Alan Seixas de Sousa



Por: Francisca Clenilda Pereira Dantas
HISTÓRIA RELIGIOSA DE CACHOEIRA DOS ÍNDIOS – PB

Organizado por: Edgley Guedes de Oliveira

INTRODUÇÃO


Tendo em vista a falta de conhecimento no que diz respeito a informações sobre a história da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, por parte das pessoas que residem naquela localidade, decidi fazer uma pesquisa, na tentativa de resgatar fatos que com o passar do tempo ficaram esquecidos. Como por exemplo: a passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima por esta terra, exatamente no dia 17 de novembro de 1953, procedente de Crato – CE, com destino à Fortaleza que partindo de Portugal, percorria o mundo numa missão evangelizadora, sob a guarda do Frei Demontieux; a elevação de Paróquia, o território que constitui o atual município de Cachoeira dos Índios – PB, e a capela de Nossa Senhora da Conceição à Igreja Matriz, no dia 03 de fevereiro (dia de São Brás) de 1963, no em que a Igreja Católica estava realizando o maior Concílio Ecumênico da história, o Vaticano II. E como a igreja é o próprio povo, a história da Paróquia está apresentada juntamente com a história da cidade. Mencionei, portanto, alguns fatos importantes, tais como: a origem do lugar; a mudança de nome de sítio para cidade; extensão territorial data de fundação, entre outros. E aos leitores comunico que a cartilha em apreço por sua singeleza e brevidade, não tem a mínima pretensão de ter esgotado o assunto.

HISTÓRIA RELIGIOSA DE CACHOEIRA DOS ÍNDIOS – PB

No ano de 1905, o senhor Manoel Candido de Oliveira e sua esposa Maria Madalena do Amor Divino, conhecida por Maria Candido, que residiam no Município de Antenor Navarro (hoje, São João do Rio Peixe). Resolveram comprar uma propriedade de mata virgem, medindo aproximadamente 1200 tarefas, propriedade esta, que ficava situada nas imediações do Serrote do Coati. Assim, esse casal juntamente com 04 filhos, entre eles João Candido de Oliveira, chegaram a esta propriedade, que nessa altura ainda não se sabia o nome que tinha ou que devia dar.
Devido a uma vasta vegetação baixa e rasteira denominada caatinga, o lugar recebeu o nome de Sítio Caatingueira.
No ano de 1922, a convite dos senhores: João Candido de Oliveira e Cícero Faustino, o vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima da cidade de Cajazeiras, PB (Constantino Vieira de Sousa), veio celebrar uma missa no Sítio Caatingueira, que ficava a 18 km da sede.
Após a missa, o Padre vendo um bom número de pessoas presentes, incentivou os fiéis que deveria ser construída uma capela. Maria Candido, já então viúva fez a sua primeira doação, doando um terreno para a construção da capela do sítio. E, consequentemente na década de 40 doou outro terreno, desta feita para a construção do primeiro cemitério da localidade que recebeu o mesmo nome da capela. No final do ano (1922), a capela estava construída; data que corresponde ao episcopado de Dom Moisés na Diocese de Cajazeiras e pontificado de Pio XI.
A capela foi dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Sobre a escolha de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira, tudo leva a crer que foi em virtude da época em que muitas Igrejas estavam recebendo este título, devido à proclamação do dogma da Imaculada Conceição de Maria, proclamado solenemente por Pio IX em 1854.
A imagem da Padroeira (Nossa Senhora da Conceição) foi doada pela diocese de Cajazeiras.
A imagem do Senhor Morto, somente 53 anos depois da condição de ter sido elevada a Paróquia, é que a Matriz ganhou como presente de alguns paroquianos essa imagem que foi entregue a comunidade paroquial no dia 25 de março (sexta-feira da Paixão) de 2016.
A Coroa da Imagem de Nossa Senhora da Conceição foi doada por dona Tertulina Leite (dona Terta). Seu filho, Vicente Leite Rolim, servia ao exército. Ele e mais dois colegas teriam que participar da II Guerra Mundial, então Vicente Leite Rolim fez uma prece a Nossa Senhora da Conceição e prometeu doar uma coroa para a imagem dela, se ele não fosse convocado. Vicente Leite Rolim não foi convocado. Um dos seus colegas foi convocado e chorou muito porque estava noivo. Na Guerra, o amigo morreu e Vicente disse à sua mãe da promessa e ela mandou fazer uma coroa de ouro, e fez a doação à imagem da Imaculada Conceição.
A Coroa, vários anos depois, foi reformada a mando do padre Francisco Geraldo de Sousa, vigário na época. Essa coroa só é usada no dia 31 de maio e no dia 08 (dia da Padroeira), de dezembro quando a imagem da Santa é coroada.
As pessoas costumam lançar candidatas para disputarem entre si. A que arrecadar mais dinheiro coroa a imagem da Santa. O dinheiro arrecadado é gasto em serviços na própria Igreja.
Em 26 de dezembro de 1961, o sítio é elevado à cidade, através do Decreto-Lei nº. 2688/61, desmembrando-se assim do município de Cajazeiras e foi instalado em 30/12 do mesmo ano e recebeu o nome de Cachoeira dos Índios (com 173.6 km² de extensão), tendo em vista a existência de uma cidade no Estado da Paraíba com o nome, de Caatingueira. A maioria da população reside na zona rural. Segundo algumas pessoas, esse nome foi escolhido porque foi encontrado no Sítio Caatingueira, vestígios de índios (pratos, bacias, arma indígena, etc.), e ainda, porque existem cachoeiras, apesar de serem de tamanho pequeno. Localizadas no sítio São Joaquim.
No dia 15 de janeiro de 1963, Dom Zacarias Rolim de Moura Bispo de Cajazeiras, assina um Decreto criando a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição da cidade de Cachoeira dos Índios, PB. Texto do Decreto:

“Decreto criando a Paróquia de Cachoeira dos Índios, Estado da Paraíba a qual se desmembra do território da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Cajazeiras. Dom Zacarias Rolim de Moura, por merecimento de Deus e da Santa Sé Apostólica, Bispo de Cajazeiras – fazendo saber a quantos este documento virem que, segundo as prescrições do Código de Direito Canônico CC 216, 454, 1415, Ss 3 e 1427 (Ss 1e 2) em consonância com o Concílio Plenário Brasileiro, C 85 e Pastoral Coletiva nº. 1141, 1142, ouvido o nosso Conselho Diocesano atendendo às necessidades espirituais, dos fiéis do Município de Cachoeira dos Índios da Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Cajazeiras, deste bispado havemos por bem desmembrar da referida Paróquia de Nossa Senhora de Fátima e elevar a categoria de Paróquia amovível, o Território que constitui o atual Município de Cachoeira dos Índios e erigir em Igreja Matriz a Capela Nossa Senhora da Conceição da cidade Cachoeira dos Índios. Por este nosso Decreto, pois concedemos a Matriz da nova Paróquia, ora criada, todos os direitos, faculdades, honras e prerrogativas de Igreja Paroquial. Os limites da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição coincidem com os atuais limites do Município de Cachoeira dos Índios, ordenamos pois, que os fiéis moradores no território da nova Paróquia erecta, reconheçam, na pessoa do sacerdote por nós designado para reger os seus destinos espirituais e na pessoa dos seus canônicos sucessores o seu legítimo pároco e bem o tratem. O presente Decreto será lido a estação da missa paroquial e registrado no Livro de Tombo da nova Paróquia e da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Dado passado, nesta cidade episcopal de Cajazeiras, sob o sinal e selo das nossas armas aos 15 de janeiro de 1963. Dom Zacarias Rolim de Moura, Bispo de Cajazeiras – Carmil Vieira dos Santos, secretário Ad-Doc do bispado, o transcrevem. (Scriptum Ipsis Literis Ita In Fide Paroci ) padre José de Sousa Neto – Vigário ecônomo. Dom Zacarias Rolim de Moura – Bispo de Cajazeiras”.

Texto da Ata da instalação da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira dos Índios, PB.
“Às 16 horas do dia 03 de fevereiro (dia de São Brás) de 1963, nesta Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, estando presente uma grande multidão de fiéis e os clérigos José de Sousa Neto e João Cartaxo Andriola, alguns seminaristas e várias autoridades civis, o Rev. Mo. Sr. Côn. Francisco Sitônio Vigário ecônomo da nova Paróquia por ordem do Ex. Mo. Senhor Bispo Diocesano, Dom Zacarias Rolim de Moura, o mesmo Rev. Mo. Sr. Côn. Francisco Sitônio dirigiu a palavra aos fiéis presentes, expondo a necessidade, a importância e a responsabilidade da instalação desta Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira dos Índios. Em seguida, celebrou--se solenemente o Santo Sacrifício da Missa, com a participação dos fiéis, em ação de graças pela criação da nova Paróquia. Fez-se também a procissão com a Imagem de Nossa Senhora da Conceição, encerrando-se com a benção do SS. Sacramento. Não havendo nada mais a relatar, eu, Carmil Vieira dos Santos, por ordem do Rev. Mo. Sr. Côn. Francisco Sitônio, fiz a presente Ata, que lida e assinada pelas autoridades presentes, será registrada no Livro de Tombo desta nova Paróquia de Cachoeira dos Índios. Cachoeira dos Índios, 03 de fevereiro de 1963. Carmil Vieira dos Santos – Secretário Ad-Doc. Cônego Francisco Sitonio – Vigário ecônomo”.

Em 1963, estava acontecendo o maior concílio ecumênico da história, o Vaticano II, no pontificado de João XXIII.
Ao longo dos anos a Igreja Matriz passou por várias reformas, dentre as quais duas merecem destaques:
A construção da Torre no final dos anos 50, e uma grande reforma iniciada no ano de 1983. Na época, o Vigário era o padre Raimundo Honório Rolim. Infelizmente, durante essa reforma, ocorreu um grave acidente que acarretou a morte de quatro pessoas que estavam trabalhando na Igreja (Elivanor Francisco dos Santos, Francisco Elivanor dos Santos, Elinaldo Elivanor dos Santos e Francinaldo Dias). Era o mês de novembro de 1983, quando uma parede da Igreja caiu sobre eles. A cidade parou e a tristeza tomou conta dela.
No ano de 2005, a Igreja passou por mais uma reforma. O Presbitério foi totalmente reformado, ganhando assim, uma capela do Santíssimo Sacramento e uma Pia Batismal. Consagrado pelo senhor bispo de Cajazeiras, Dom José no dia 15 de outubro de 2005. E no ano de 2012, a secretaria paroquial e a sacristia foram totalmente reformadas. Por fim em 2016(Ano da Misericórdia), no dia 24 de março (quinta-feira santa) a Matriz ganhou um novo piso. No momento atual o centro de pastoral Mariêta Gonçalves de Alencar, está passando por uma reforma.
A festa – os paroquianos celebram a festa da Imaculada Conceição de Maria dos dias 28 de novembro a 08 de dezembro. Durante a festa acontece desfile de crianças, denominadas de Reis e Rainhas da festa.
Algumas visitas de imagens também aconteceram em nosso território, a exemplo do que ocorreu no dia 17 de novembro de 1953, quando passava por essa terra, mas precisamente no sitio cipó, procedente de Crato, com destino à Fortaleza, Ceará a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que tendo partido de Portugal percorria o mundo numa missão evangelizadora sob a guarda do Frei Demontieux. Ressalte-se que a imagem não estaria adentrando ao território da Paraíba, mas, apenas, pelo fato da transnordestina, hoje BR 116, cruzar o solo paraibano no sítio caatingueira, hoje Cachoeira dos Índios, percurso de apenas 13,6 Km. Ela trafegaria por este solo, o que proporcionaria a oportunidade de seus habitantes serem os primeiros paraibanos a virem a imagem peregrina. Já no dia 18 de junho de 2005, a Igreja Matriz recebeu a visita da Imagem da Padroeira do Seminário da Diocese de Cajazeiras, Nossa Senhora da Assunção, por ocasião dos 50 anos de fundação daquela casa de formação. A imagem chegou pela manhã acompanhada por padres e seminaristas. Um bom número de fiéis foi até a entrada da cidade para recepcioná-la. Durante todo o dia houve atividades na Igreja, inclusive Missa, concelebrada pelos Padres Agripino Ferreira de Assis, então reitor do seminário e Janduí de Sá Alves, administrador paroquial. No dia seguinte, a visita foi encerrada com a celebração de uma missa e um bom número de pessoas acompanhou a Imagem até a cidade de São José de Piranhas. E no dia 17 de maio de 2015 por ocasião do centenário da Diocese recebemos a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora da Piedade, advinda da cidade de São José de Piranhas permanecendo aqui até o dia 24 de maio (dia de Pentecostes) onde fomos deixa-la na vizinha cidade de Bom Jesus. E, ainda da visita da imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 2017, por ocasião do Jubileu dos 300 anos da aparição da imagem nas águas do Rio Paraíba em São Paulo.
Algumas relíquias também visitaram a nossa Paróquia a exemplo da relíquia de Santa Terezinha do Menino Jesus e dos Pastorinhos de Fátima.
Não devendo esquecer-se das visitas feitas pelo venerável frei Damião de Bozzanno, além do Pe. Ibiapina que também visitou estas terras, inclusive na localidade de marimbas, hoje distrito, no lugar onde ele celebrou, foi colocado um cruzeiro de madeira que permanece até os dias atuais, esse local é considerado santo pelos moradores. Antes, o mesmo funcionava como cemitério, o primeiro do povoado. Conta-se que lá houve um incêndio, e por incrível que pareça o cruzeiro permaneceu intacto. E das Santas Missões Populares realizadas nos anos de 2007 e 2012. Além das inúmeras romarias, a exemplo da Romaria da terra e da água das romarias das rosas de Santa Terezinha do Menino Jesus, que ainda hoje é realizada.
A paróquia possui 19 capelas espalhadas em seu território, são elas: sítio Baixa Grande – capela Divino Espírito Santo; sítio Redondo – capela Menino Jesus; sítio Lages – capela Nossa Senhora Aparecida; distrito de Tambor – capela São Francisco das Chagas; distrito de Marimbas – capela São José; sítio Bom Sucesso – capela Santo Antonio; distrito de Balanço – Capela Nossa Senhora do Perpetuo Socorro; sítio Baraúnas – capela Santo Antonio; distrito de Fátima – capela Nossa Senhora de Fátima; sítio Taboca – capela São João Batista; Bamburral – capela Nossa Senhora Aparecida; sítio lagoa do mato - Capela da Sagrada Família; sítio Bom Jardim – capela da Santíssima Trindade; sítio Angical – capela Nossa Senhora da Piedade; sítio monteiro – capela de São Lázaro; sítio Pitombeira – capela Santo Antônio; pedras pretas – capela São João Paulo II; sítio Caiçara – capela São Francisco das Chagas – sítio São Joaquim; capela São Joaquim e Santa Ana.
Vale ressaltar que o primeiro templo a ser erguido no território que constitui a atual Paróquia foi a capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em 1911, que está situada no distrito balanço.
A Paróquia vive uma fase de reestruturação e dinamicidade, contando com as Pastorais do Batismo, da Catequese, da Crisma, da Criança, da Juventude, dos Noivos, do Dízimo, da Comunicação, programas de rádio pela rádia FM 104.9, da Liturgia, Ministrantes (das Exéquias e Comunhão), Coroinhas, Apostolado da Oração, Grupos de Jovens, Movimento Mãe Rainha, Terço dos Homens, Conselho Econômico e Pastoral, “Comunidade Carismática de Aliança Rosa Mística de Jesus”.
Ao longo destes 56 anos de Paróquia, por aqui já passaram vários Padres. São eles: 1º Vigário Mons. Francisco de Assis Sitonio (03 de fevereiro de 1963); Pe. José Gálea (12 de maio de 1963); Pe. José de Sousa (25 de junho de 1964); Mons. Abdon Pereira (30 de janeiro de 1965); Pe. Mauro Carli (08 de janeiro de 1967); Pe. José Jansen (02 de agosto de 1976 substituto); Pe. Juliano Pelegrin (29 de dezembro de 1976 substituto); Pe. Renzo Cassoni (12 de julho de 1977 substituto); Pe. Raimundo Honório Rolim (13 de agosto de 1977); Pe. Levi Rodrigues (fevereiro de 1984); Pe. Queiroga (14 de fevereiro de 1989); Observação: de agosto de 1993 a janeiro de 1994 a paróquia ficou vacante; Pe. Francisco Geraldo de Sousa (11 de fevereiro de 1994 administrador paroquial e Pe. Agripino Vigário paroquial); Mons. Sitônio (28 de abril de 1995 administrador paroquial e Pe. Gervásio vigário paroquial); Pe. Francisco Geraldo de Sousa (29 de fevereiro de 1996 – outubro de 2003); Pe. Janduí de Sá Alves (12 de outubro de 2003- 14 de junho de 2011); Observação: a paróquia ficou vacante de 15 de junho de 2011 a 20 de outubro de 2011 e quem assistiu a comunidade foi o filho da terra o Pe. Francisco Batista Neto; Pe. Walter Fernandes Anacleto (21 de outubro de 2011 – 05 de novembro de 2017); Pe. Agripino Ferreira de Assis (13 de novembro de 2017); No dia 04 de junho de 2015 (dia de Corpus Christi) foi inaugura a galeria com fotos daqueles aqui permaneceram por mais tempo.

CONCLUSÃO

Vimos, portanto, os acontecimentos mais importantes que marcam a história da Paróquia Nossa Senhora da Conceição da cidade de Cachoeira dos Índios – PB. Um povo de fé que ao longo dos anos vem fazendo a história acontecer. Foi difícil cruzar este itinerário, visto que as informações obtidas sobre esta história foram pesquisadas através de diversas entrevistas feitas principalmente com pessoas que guardaram na memória e no coração, os fatos ocorridos há vários anos. Observei muita coisa bonita e interessante, mediante todas as dificuldades apresentadas. Estes com certeza foram coa djuvantes e apoiadores de modo determinante para a confecção deste opúsculo. Mesmo assim, a probabilidade de erros é insignificante, devido ao rigoroso cuidado de não colocar aqui, informações duvidosas. E como já foi explicitado na introdução, este fascículo, não teria jamais o objetivo de esgotar o repertório em torno da história da paróquia. Mas, trata-se de um despertar para que esses fatos não fiquem esquecidos no passado.


ORAÇÃO DO JUBILEU POR OCASIÃO DO CINQUENTENÁRIO DA PARÓQUIA
Virgem Imaculada da Conceição, mãe de Deus, intercede por esta pequena porção de teu povo como protetora e defensora, derrama sobre todos, tuas bênçãos de mãe. Como admirável padroeira desta paróquia, te veneramos e, pela intercessão de teu dileto Filho, Jesus Cristo, te rogamos que proteja a todos, dando-nos a graça da misericórdia, da humildade, da generosidade e da fé, para seguirmos como irmãos, partilhando nossas alegrias e tristezas e construindo caminhos que nos conduzem a ti, através da fé. Neste jubileu, ó mãe abre teu manto afável e santo e abriga sobre teus braços maternais esta gente que, mesmo na rudeza da vida não perde a fé em ti. Aumentai nossa esperança no Pai que nos criou e no Filho que nos libertou. Sede nossa advogada e, com carinho de mãe, nos livre do pecado e nos favoreça com sua generosidade. Amém.



Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS.


(EDGLEY GUEDES DE OLIVEIRA E MARIANA MOREIRA)
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